Se você gosta de futebol e acompanhou pela TV pelo menos três Mundiais de 1982 pra cá, certamente tem uma narração de Galvão Bueno predileta.
O icônico narrador talvez nunca tenha chutado uma bola na vida, mas a sua voz é quase que uma representação falada do futebol brasileiro. Seu primeiro Mundial no microfone foi o de 1982, na Espanha, já pela Rede Globo. Mas naquela época ele era o segundo narrador na escala de importância da emissora, atrás de Luciano do Valle. A partir de 1990 Galvão assume o posto de protagonista.
Como estamos a algumas horas de mais um Mundial, selecionamos dez narrações históricas de Galvão envolvendo uma de suas maiores paixões: a seleção brasileira.
Careca e o goleiro
Careca descomplicou o jogo de estreia do Brasil no Mundial de 1990 contra a Suécia. Foram dois gols do atacante, um deles passando bonito pelo goleiro.
É TETRA!
O pênalti fatídico de Roberto Baggio chutado pra longe do gol brasileiro e o grito de "É tetra" desentalado.
Bebeto salvador
Bebeto e Romário combinaram perfeitamente nos Estados Unidos em 1994. O gol diante dos donos da casa, o da classificação para as quartas de final, mostra bem essa sinergia entre a dupla.
Romário "levita" diante da Holanda
Capricha, Branco
Ainda nesse Brasil x Holanda em 1994, Branco faz o gol da vitória em um lance que tinha tudo para dar errado. Primeiro que a falta que origina o gol é claramente cavada. Segundo que o disparo do lateral só entra na "bochecha" da rede porque Romário se contorce para desviar da bola.
O primeiro de Ronaldo
Ronaldo é certamente um dos jogadores de que Galvão mais nutriu admiração. E o narrador transbordou emoção com o primeiro de 15 gols do "Fenômeno" em Mundiais.
Taffarel x Cocu
Essa é clássica. Brasil x Holanda em 1998 talvez tenha sido o jogo mais tenso da seleção canarinho em Mundiais. 1 x 1 no tempo normal e na prorrogação e várias chances claras para os dois lados. Nos pênaltis, Taffarel para Cocu, e leva Galvão à loucura.
Olha o que ele fez, olha o que ele fez!
O cartão de visitas de Ronaldinho Gaúcho para o mundo tem o carimbo de Galvão. Gol épico diante da Venezuela em 1999.
Kleberson-Rivaldo-Ronaldo = Gol
Ronaldo foi o escolhido para decretar o pentacampeonato do Brasil em 2002. E Galvão não escondeu a satisfação com o segundo tento do camisa 9 contra a Alemanha.
Didico, o pesadelo argentino
O Brasil caminhava para ficar com o vice da Copa América de 2004, até que Adriano, iluminado, ganha uma disputa aérea com dois adversários argentinos no último minuto de jogo e enche o pé esquerdo para deixar tudo igual. O grito de Galvão foi o grito de todos os brasileiros que assistiram àquele jogo.
