Tela mostrando os personagens de Cuphead
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Gaming

Aqui estão os jogos que vocês escolheram como os 10 melhores indie de 2017

Contabilizamos os votos e aqui estão os 10 melhores jogos indie de 2017.
Escrito por Jamie Stevenson e Jeancarlos Mota
6 min de leituraPublished on
2017, mesmo com todas os seus defeitos, tem sido um ótimo ano para os games indie. Mesmo que você tenha se maravilhado/ou arrancado os cabelos com o belamente frustrante Cuphead, acertado suas tacadas no brilhante Golf Story, ou investigado os acontecimentos de What Remains of Edith Finch, eis um ano a ser saboreado. Enquanto é quase vergonhoso ter que escolher favoritos, os resultados de nossa enquete de melhor jogo indie chegaram e aqui estão os 10 melhores jogos dos últimos 12 meses escolhidos por vocês.

10. Night In The Woods

Em décimo, com 3.40 porcento dos votos, Night In The Woods é a bem escrita (e também bem bonita) aventura do Kickstarter dos desenvolvedores de Infinite Fall. O jogo segue a história de uma aluna que largou a faculdade, Mae, na medida em que ela retorna à sua terra natal, onde o mal-estar existencial não é a única coisa que persiste. Night In The Woods deixa de lado o que poderia ser uma história irritante e ao invés disso oferece algo imersivo, surreal e genuinamente tocante. Não é frequente ver jogos que estão dispostos a perguntar sobre assuntos como os propostos em Night In The Woods, e é por causa disso que ficamos felizmente em vê-lo no top dez.

9. Flinthook

Com uma pequena mudança de ritmo para o número dez, Flinthook garantiu sua colocação com 4.20 porcento dos votos. Esse jogo de plataforma roguelike é uma explosão anárquica desde o início, onde os jogadores assumem o papel do epônimo Flinthook, um pirata espacial que se ocupa em conquistar espólios, pilhagem e lutar através de diferentes naves espaciais. Com movimentos em câmera lenta e uma divertida arma de combos de disparos/gancho, Flinthook oferece uma aventura genuína digna de sorrisos, merecidamente na nona posição.

8. What Remains of Edith Finch

What Remains of Edith Finch é uma experiência impressionante. Ao revezar momentos doces, estranhos e genuinamente arrepiantes, o título conta a história de uma família amaldiçoada, onde o jogador tem a chance de explorar a história de cada membro da família em forma de pequenos contos. É uma ideia maravilhosa, concebida brilhantemente, que vale a pena graças a seu mistério arrepiante com um núcleo profundo, contemplativo e emocional. Somos muito fãs dele, e pelo visto vocês também, já que o game conquistou 4.80 porcento de todos os votos. Com esse e The Unfinished Swan embaixo de suas asas, mal podemos esperar pelo próximo jogo da Giant Sparrow.

7. Figment

Figment, obra onde Dusty e seu amigo Piper exploram os dois lados de um cérebro que luta contra a depressão, tem uma pegada única para debater problemas sérios. Diferente de outros, como Hellblade: Senua's Sacrifice, Figment conta com mais brilho, é musical e tem quebra-cabeças divertidos para encarar a depressão e trauma com a luz de uma tocha, mas sem ser pouco emocional. Curto e doce, Figment levou 6.70 porcento dos votos e por um bom motivo: é sério, sem se levar tão a sério. Ele também é, ainda bem, uma diversão só.

6. Golf Story

Durante nosso papo com a Sidebar Games, o estúdio australiano responsável por Golf Story, descobrimos que coisas grandiosas podem vir de inícios humildes. Golf Story era inicialmente um pequeno jogo, que cresceu e cresceu em seu desenvolvimento, e eventualmente chegou para o Nintendo Switch junto com uma onda de boas análises. O resto, como dizem por aí, é história. Golf Story é um RPG de golfe que permite fazer os dois. Como um RPG, é complexo o suficiente para que você dedique horas de seu tempo, e como um jogo de simulação de golfe, é viciante o suficiente para fazer os jogadores voltarem aos gramados para mais uma tacada. Golf Story tem litros de humor e consegue tirar o melhor da experiência de jogar no Switch. Ele chega forte à nossa lista, com 7.30 porcento dos votos, e não é uma surpresa vê-lo aqui.

5. Axiom Verge

Axiom Verge é um brilhante Metroidvania da Thomas Happ Games. Disponível desde 2015 no PC e boa parte dos consoles, ele chega à lista com 7.70 porcento dos votos para mostrar como ele é um indie querido. Lançado para Nintendo Switch este ano, é nítido, tem visuais pixelados, tem uma jogabilidade viciante e pontuação no ato que fazem desse jogo de plataforma de deslocamento lateral 2D algo muito válido de se conhecer.

4. SteamWorld Dig 2

SteamWorld Dig foi um grande jogo, mas praticamente ficou fora do radar depois de seu lançamento em 2013. Dig 2, contudo, resolveu essa questão. Os desenvolvedores da Image & Form combinaram Metroidvania e Minecraft para criar uma aventura plataforma boba, divertida e altamente viciante. Ao abraçar felizmente a exploração das minas subterrâneas de seu predecessor, Dig 2 chegou com 8.20 porcento dos votos. Com seus desonestos inimigos, masmorras inexploradas e segredos bem escondidos, Dig 2 fará os jogadores continuarem ocupados, jogando-o em 2018.

3. Hollow Knight

Metroidvania com uma reviravolta, Hollow Knight é sem sombra de dúvidas uma das histórias de sucesso indie do ano. Ao entregar uma jornada no estilo Tim Burton de ser, na cidade deserta de Dirtmouth, você joga com um guerreiro inseto que luta para conquistar sua vaga no mundo subterrâneo de Hallownest, para descobrir porque Dirtmouth está abandonada. O jogo é lindo, tem uma trilha sonora de arrepiar e vive suas influências de Castlevania, Zelda 2 e Super Metroid. Em nosso papo com os desenvolvedores da Team Cherry, nos foi dito que eles queriam conquistar o sentimento de liberar uma grande aventura com Hollow Knight. Com 8.20 porcento dos votos, podemos dizer com segurança que eles conseguiram.

2. RiME

Com 12 porcento dos votos, RiME claramente deixou uma baita impressão desde seu lançamento em maio. O totalmente encantador e altamente aguardado jogo de aventura e quebra-cabeças em terceira pessoa conta a história de um jovem garoto, náufrago em uma ilha misteriosa, que deve chegar e escalar a torre no centro. Auxiliado por uma raposa mágica, o jogador embarca em uma impressionante jornada que, de acordo com os desenvolvedores, busca entregar ressonância emocional real. Com a lembrança que ele deixa em nossa memória e um incrível design, RiME mostra que, às vezes, títulos que levam muito tempo para serem lançados podem valer muito essa espera.

1. Cuphead

O jogo indie do ano, e vencedor de nossa enquete com 19.30 porcento dos votos, é o estranho, frustrante e completamente apaixonante jogo do Studio MDHR, Cuphead. Com um estilo artístico que espelha as animações da década de 30, Cuphead tem um visual absolutamente incrível, e certamente enganou milhares de jogadores, que talvez não tenham percebido o quão maleficamente difícil esse corre-corre com tiros realmente é. Apesar disso, Cuphead provou ser um hit de sucesso, tanto de crítica como comercialmente, onde os jogadores aceitaram o desafio imposto por  chefões complicados em seu caminho. Cuphead é a cereja no topo de um ano memorável para os indies, e merece sua colocação como Indie do Ano.
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