Não foi fácil listar os cinco maiores acidentes do novo milênio e século. Mas conseguimos. Como toda lista, acreditamos que esta não é unânime, mas nós cumprimos nosso objetivo de juntar cinco acidentes que podem ser usados como referência de evolução e segurança da Fórmula 1 atual. Sem contar o impacto deles. É cada pancada... Confira.
LUCIANO BURTI - GP DA BÉLGICA DE 2001
Luciano Burti já vinha de um enorme acidente na Alemanha, plasticamente mais impactante, onde seu carro voou ao acertar a Ferrari de Michael Schumacher metros após a largada. Porém, mal o piloto da Prost sabia que um outro acidente, bem mais sério, colocaria um ponto final em sua carreira na F-1. Na primeira volta do GP da Bélgica, menos de um mês após voar, Burti se enroscou com o Jaguar de Eddie Irvine na Blanchimont, a curva mais rápida de lá. Seu carro foi direto no muro e afundou nos pneus. Burti não sofreu nenhuma fratura, mas nunca mais disputou um GP na vida.
ALLAN MCNISH - GP DO JAPÃO DE 2002
Antes mesmo de sua estreia tardia na Fórmula 1 (o escocês trabalhava como piloto de testes de várias equipes desde o fim dos anos 80), McNish já tinha fama de grande batedor de carros. Nesta que seria sua primeira e única temporada como titular, pela Toyota, ele quis impressionar os chefes na corrida de casa - ele até o fez, mas pelas vias tortas. No ano seguinte, já estaria de volta ao cargo de test-driver.
MARK WEBBER E FERNANDO ALONSO - GP DO BRASIL DE 2003
A corrida daquele ano em Interlagos foi um grande caos. Só na "Curva do Sol", cerca de cinco carros bateram durante a prova, disputada sob chuva. Foram diversos acidentes, mas o último deles, que provocou o encerramento prematuro da prova (uma outra confusão que alterou até o nome do vencedor), impressionou. Mark Webber perdeu o controle o carro na "Curva do Café", bateu forte e deixou pedaços de Jaguar por todos os lados. Fernando Alonso, que vinha atrás, não conseguiu desviar de uma roda e bateu duas vezes, uma em cada lado da pista. O espanhol da Renault foi para o hospítal e nem foi ao pódio pela terceira posição.
ROBERT KUBICA - GP DO CANADÁ DE 2007
O polonês ainda não era conhecido por seus acidentes naquela época - seu arrojo e velocidade eram mais notados. Mas esta pancada em Montreal pode ser considerado até o acidente mais forte da história da F-1 moderna. Em um leve toque com a Toyota de Jarno Trulli, o BMW de Kubica voou e teve um rumo certo: a mureta de concreto. Por muita sorte (como na maioria das vezes), o polaco escapou ileso. No ano seguinte, se redimiu com a primeira vitória no mesmo local.
MARK WEBBER - GP DA EUROPA DE 2010
O australiano da Red Bull nem precisou do energético para voar em 1999, em Le Mans, quando seu Mercedes girou diversas vezes no ar após uma falha estrutural. No caso do acidente abaixo, em Valência, um erro de cálculo fez Webber voar ainda mais após acertar a traseira do Lotus de Heikki Kovalainen. Assim como em todos os outros acidentes citados aqui, Webber saiu apenas com arranhões - e uma boa tontura!