Ítalo Ferreira
© Ryan Miller/Red Bull Content Pool
Surfe

Italo Ferreira, o campeão que começou em prancha emprestada

Estrela das ondas, brasileiro faz história na modalidade
Escrito por Maíra Pabst
3 min de leituraUpdated on
Quem vê Italo Ferreira, campeão mundial de surfe e medalhista olímpico, viajando o mundo e vencendo gigantes das águas, mal pode imaginar onde é que tudo isso começou. Pois foi na pequena comunidade de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte. Foi lá que nasceu o menino que se apaixonou pelas ondas, ganhou o mundo e certamente um dia será chamado de lenda. E qual foi esse caminho, quer saber?
Italo Ferreira

Italo Ferreira

© WSL

O pai do Italo era pescador e a mãe trabalhava na pousada onde a família morava. Ele só podia surfar quando os primos emprestavam as pranchas. Com elas, Italo começou a desenvolver uma habilidade absurda. E não demorou a chamar a atenção: aos 12 anos, foi descoberto por Luiz “Pinga”, então diretor de marketing de um das principais marcas de surfe do mundo. E começava ali a história de uma grande carreira.
Italo logo venceu duas etapas do mundial Pro Júnior em 2011, foi campeão brasileiro e, em 2014, se classificou pra integrar o WCT (World Championship Tour), a elite do circuito. De estilo agressivo em cima da prancha, ele chegou derrubando a porta e em seu ano de estreia no tour, 2015, foi o melhor novato, terminando em um impressionante sétimo lugar.
Ítalo Ferreira aos 17 anos disputando o Red Bull Tube & Air

Ítalo Ferreira aos 17 anos disputando o Red Bull Tube & Air

© Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool

Sétimo no WCT aos 21 anos? Ok, nada mau. Mas pra Italo ainda era pouco. Remou, remou e em 2019 começou o ano com performance impressionante nas ondas da Gold Coast, na Austrália. Ficou com o troféu da etapa e também do Red Bull Airborne, campeonatos de aéreos que rolou na sequência. Ali já dava pra sacar que seria difícil parar o cabra naquele ano. Quem observava atentamente já sabia: Italo era um futuro campeão mundial.
+ Veja o melhor da edição 2019 do Red Bull Airborne na Gold Coast.

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Ítalo Ferreira vence o Red Bull Aiborne na Gold Coast

Ainda em 2019, o rei dos aéreos venceu a etapa portuguesa, em Peniche, foi finalista em Jeffreys Bay, na África do Sul, e Hossegor, na França, e chegou à final do lendário Pipe Masters contra Gabriel Medina. Quem vencesse, seria campeão mundial. E deu Italo, terceiro brasileiro a levar o título, depois do Gabriel e do Adriano de Souza.
E se você acha que essa trajetória já é suficientemente perfeita, se enganou. Italo não para. Ele segue viajando, treinando e produzindo conteúdo numa intensidade maluca. É muito energia, muito fôlego e garra pra vencer.
Quando não está surfando ondas perfeitas em algum lugar do mundo, está encarando ondas gigantes em Nazaré (isso mesmo, olha aí embaixo). Ou aprimorando o backside nas marolinhas na frente de casa. Não importa, o tamanho da onda, Italo está sempre em ação.
Agora no Japão, Italo escreveu mais um capítulo da história. Foi o primeiro medalhista da história do surfe olímpico. Conquistou o ouro ao vencer Kanoa Igarashi nas águas de Chiba, em Tóquio.
+ Da infância em Baía Formosa ao Japão: assista abaixo ao filme A Curiosa História de Italo Ferreira.

50 min

A Curiosa História de Italo Ferreira

A vida do Italo Ferreira, campeão mundial e primeiro medalhista de ouro da história do surfe.

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A Curiosa História de Italo Ferreira

A vida do Italo Ferreira, campeão mundial e primeiro medalhista de ouro da história do surfe.

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