O amor por um clube não tem limite. Pode ser daqueles levezinhos, que cabe bem no sofá de casa, em frente à TV, mas também pode ser um bocadinho mais audacioso, ilustrado, por exemplo, com uma tatuagem da equipa do coração na cara. Eis algumas histórias de adeptos que não mediram esforços para demonstrar paixão pelo seu clube.
Flamengo (Brasil)
És adepto? Não perdes um jogo? Vestes a camisola? Para José Maurício dos Anjos, adepto de 34 anos do Flamengo, isso não chegava. Em 2017, num gesto de total amor, José tatuou toda a camisola do Mengão no seu corpo. Em tamanho real.
O desenho levou um ano para ficar pronto e custou-lhe cerca de 10 mil reais, mais ou menos 2180 euros. "As pessoas me acharam meio maluco, mas me parabenizaram pela coragem", disse Maurício. Agora resta saber se Jorge Jesus, treinador do Flamengo, já lhe assinou a camisola. Se sim, qual?
Club América (México)
Ainda dentro do tema "Não acredito que alguém fez esta tatuagem", apresentamos-te um adepto mexicano que tatuou toda uma bochecha com o símbolo do clube mexicano, um dos maiores e mais históricos do país. Com este adepto nunca há dúvidas que cores defende: está chapado na cara.
Gefle IF (Suécia)
O Gefle IF é um clube pequeno da Suécia que dificilmente joga a primeira divisão. Não que isso importe muito para adepto que é adepto, não é? Para este em particular, o Gefle é maior do que o Real Madrid. Dizemos isto porque percorreu 1,2 mil km para apoiar o clube em casa do Kalmar e, quando lá chegou, era o único. O Gefle IF venceu o jogo por 1-0 e, no final, ovacionaram o solitário fã.
Temos um palpite de quem foi para casa a sentir-se mais pimpão...
Barcelona (Espanha)
Esta podia ter custado alguns dentes. Durante o amigável de pré-época entre Real Madrid e Atlético de Madrid, para a International Champions Cup, que os colchoneros venceram por 7-2 (!), um maluco começou a passear entre adeptos do Real com uma camisola de Lionel Messi. Como deves calcular, não se trocaram beijinhos e abraços. A coisa só não ficou pior porque os seguranças retiraram o intruso de cena.
Seleção brasileira
Clóvis Acosta Fernandes, o "Gaúcho da Copa", ficou conhecido no Mundial de 2002 com as suas aparições nos estádios e ao lado dos jogadores da seleção brasileira, sempre acompanhado de uma réplica da Taça do Mundo. Convém sublinhar "ficou conhecido no Mundial de 2002", pois Clóvis já seguia a canarinha para todas as competições oficiais desde 1990. E continuou a seguir, fosse para Mundiais ou Copas América.
Clóvis acompanhou a canarinha em mais sete Mundiais, tendo o seu último sido o Mundial de 2014, no Brasil. O mega adepto brasileiro faleceu em 2015, aos 60 anos.
Boca Juniors (Argentina)
Torcer pelo clube do coração no meio dos adeptos rivais pode ser perigoso, mas não é totalmente incomum. Agora, fazer disso um hobby já é coisa para malucos. E Diego Milner é maluco pelo Boca Juniors.
Especialista na arte da infiltração e camuflagem, Diego vai ao máximo de jogos do Boca que pode como se fizesse parte da claque da equipa rival. Porquê? Como? Descobre no vídeo abaixo.
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O torcedor infiltrado
A série Fanáticos Pro conta a história dos torcedores mais apaixonados da América Latina. Neste episódio, um torcedor se infiltra na torcida rival para conseguir acompanhar o Boca pela Argentina.
Fenerbahçe (Turquia)
Qualquer pessoa que acompanhe futebol sabe que a coisa fica quente quando Fenerbahçe e Galatasaray se enfrentam.
Em 1996, o então técnico do Galatasaray, Graeme Souness, elevou a rivalidade ao expoente máximo quando cravou uma bandeira do clube no centro do relvado do estádio do Fener. Dois anos mais tarde, um dedicado adepto do Fenerbahçe protagonizou o golpe do século e imortalizou-se na história do futebol turco.
A época era a de 1997/1998 e o jogo era o primeiro do Galatasaray em casa. Antes do pontapé de saída, um homem totalmente equipado com o uniforme do Fenerbahçe, de seu nome Okan Guler, invadiu o campo rival com uma faca na mão e uma bandeira na outra e fincou o símbolo do Fener bem no centro do campo. Vingança servida.
Como o conseguiu? Um dia antes, o esguio adepto turco entrou no estádio na véspera do jogo e escondeu-se dentro de um painel de publicidade, onde esperou até executar a missão. Apesar de ter levado uma faca, Okan nunca demonstrou qualquer tipo de agressividade ou violência, tendo sido controlado e levado para fora do campo rapidamente. Por essa altura, porém, a missão já tinha sido cumprida. A partir de então, "Rambo Okan", como é conhecido na Turquia, virou herói do Fenerbahçe.